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Sampaio precisa de dizer que fez tudo bem. Mas continua a ser o fraco líder que fez fraca a forte gente

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Jorge Sampaio diz em livro que fez tudo bem. Em 2004 nomeou o PM honrando a matriz britânica, respeitadora das maiorias parlamentares. Ignorou os melhores conselhos do círculo afirmando a responsabilidade unipessoal do cargo e o inabalável sentido de Estado.

Quatro meses depois, na semana em que o PM foi confirmado em congresso como líder com mais de 80% dos votos, com uma maioria parlamentar sem sismas, o mesmo Jorge Sampaio dissolveria a AR invocando uma série de episódios que se absteria de enunciar (sic). «Estava farto de Santana Lopes!», diz agora em livro. Para melhor legitimar o acto, 'larga os cães', destapa as infâmias então ditas pelos assessores.

Faz da subjectividade, motivo oficial; atribui à injúria maior solidez do que ao voto; decide com o estado de alma e não com o Estado de direito. E conta a sua história para que faça História.

Mas os arquivos e as boas memórias sabem que o PR titubeou, durante três semanas, sobre o que fazer com a saída de Durão enfraquecendo a solução natural. Voltou a balançar, meses a fio, entre o que decidira e o que não decidira, sacudindo o Governo que nomeara sem convocar eleições. Cederia depois aos conselheiros fazendo perecer a independência do 'unipessoal' acabando por dissolver a AR na véspera de uma política fiscal e fiscalizadora para a banca e logo depois de o PS ter a liderança organizada.
A banca sossegou por uns anos. Sampaio abriu as portas do poder a um PM que arruinou o País e que espera julgamento depois das grades. Sampaio precisa de dizer que fez tudo bem. Mas continua a ser o fraco líder que fez fraca a forte gente.

Inez Ponce Dentinho
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veja: Vasco Pulido Valente arrasa Jorge Sampaio

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