«Dijsselbloem é execrável há muito tempo, não é de agora» Pacheco Pereira

0  ● 25.3.17 0



Pacheco Pereira sobre as declarações de Dijsselbloem e o 'buraco' na Caixa Geral Depósitos:

"O sr. Dijsselbloem é um homem execrável há muito tempo, não é de agora. Ele é o policia de Schauble no Eurogrupo". (...) "O que me custa a engolir são as imparidades. Sabendo eu que algumas das pessoas que devem milhões à Caixa, continuam felizes da vida a gastar dinheiro...e o Estado parece ser incapaz de ir lá buscar os milhões que eles devem à Caixa".

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«Portugal não gastou quase nada em copos e mulheres»

0  ● 22.3.17 0



Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem:




O presidente do Centro de Estudos Políticos de Marvila contraria as declarações do presidente do Eurogrupo, segundo o qual os países do sul gastam todo o dinheiro em copos e mulheres:
"Eu acho que a gente não gastou quase nada. Portugal devia gastar muito mais em gajas e pinga.
O problema é que a malta gastou tudo em homens. Andámos a enfiar notas de 500 na cueca do Salgado".

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Água: negócio inquinado! Totalmente transferido para privados

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Água: negócio inquinado


A água é a riqueza nacional maior do século XXI. Mas este património colectivo está em vias de ser totalmente transferido para privados.

Nos últimos anos, foram já inúmeros concelhos que alienaram o negócio da distribuição de água, através de malfadadas parcerias público-privadas. Em Paços de Ferreira, Barcelos e muitos outros municípios, os autarcas assinaram contratos ruinosos, garantindo preços elevados na água a pagar pelos consumidores, ao mesmo tempo que se vinculavam a consumos colectivos mínimos. Os cidadãos começam então a suportar preços elevados; e, quando o consumo não atinge os valores previstos, as Câmaras assumem os custos, a título de indemnizações compensatórias. Neste modelo, os cidadãos pagam sempre: de forma directa, enquanto consumidores, ou indirectamente enquanto contribuintes.

Os concessionários privados garantem rendas fixas num negócio em regime de monopólio. Ainda por cima, num serviço de primeira necessidade, de que os cidadãos não podem ser privados. Sabendo disto, os privados renegociarão os contratos sempre em situação de força, face a entidades públicas vulneráveis.

A agravar tudo isto, alguns contratos são celebrados por prazos obscenos. Em Vila Nova de Gaia, a concessão do serviço já vai em vinte e cinco anos e, em Braga, os parceiros privados da empresa municipal AGERE (nomeadamente a DST) têm rentabilidades obscenas garantidas por cinquenta anos! É inaceitável que autarcas eleitos por mandatos de apenas quatro anos possam comprometer os orçamentos municipais ao longo de duas gerações.

A água, que deveria constituir um serviço público essencial, e que constitui até um direito humano, está pois a transformar-se gradualmente num negócio capturado por interesses económicos gananciosos.

Paulo de Morais
http://frentecivica.blogspot.pt/
veja: UE privatiza água em Portugal secretamente!
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Carta ao Embaixador da Holanda: de uma mulher do sul

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Nos últimos anos comecei a trabalhar com os estivadores e conheci os de Roterdão (...) Bom, estes estivadores abrem-me a porta do carro, tratam-me por professora, falam baixo e com bons modos, abrem a porta de um restaurante para eu passar à frente.





Ex.mo Senhor Embaixador da Holanda,

Sou uma mulher do sul, filha de uma senhora do sul, e de um senhor alentejano, ainda mais a sul que o sul. A primeira vez que fui à Holanda foi com os meus pais, e o meu irmão, em 1986 ou 87. Fomos de carro pela Europa, queríamos conhecer o continente em que tínhamos nascido, fomos e somos europeus. Eu tinha 9 anos. Foi uma aventura por 7 países. Fui depois para a Holanda trabalhar, em adulta, já mãe, doutorada, e na Holanda tenho amigos - um casal dos quais me acolheu na sua casa como filha, na terra do queijo, Gouda. Aprendi muito na Holanda.

Também vi cenas chocantes, como montras em Amesterdão de mulheres - todas migrantes - à venda numa rua, a que dão o nome de distrito vermelho e a legitimidade da legalidade da venda de carne humana. Vermelho para mim na Holanda são os estivadores que fizeram a grande greve contra a deportação dos judeus em 1941 - aí em frente da Sinagoga portuguesa de Amesterdão, como sabe. Foi uma das maiores greves de toda a II Guerra Mundial porque todo o norte de Amesterdão, incluindo os operários navais - que aí continuo a estudar, na sua e na minha Holanda - aderiram a ela. Contra o decreto de trabalho forçado para as fábricas de guerra da Alemanha nazi.

E é por causa dos estivadores que lhes escrevo - nos últimos anos comecei a trabalhar com os estivadores e conheci os de Roterdão, ameaçados de despedimento colectivo pela introdução de gruas automáticas que vão elevar as taxas de remuneração financeiras de um porto de facto privatizado e destruir a vida deles e das suas famílias - uma faixa de mar de mercadorias essenciais de todos que se tornou numa renda fixa dos empréstimos e fundos de pensões da banca europeia, que o Presidente do Eurogrupo representa.

Bom, estes estivadores abrem-me a porta do carro, tratam-me por professora, falam baixo e com bons modos, abrem a porta de um restaurante para eu passar à frente. Além disso quando se encontram com os estivadores espanhóis, portugueses ou gregos abraçam-nos, chamam-lhes "irmão" em vez de chamar p...à mãe deles e bêbado ao pai, que por acaso nem sequer têm dinheiro para comer para pagar os negócios que os seus bancos e os nossos bancos fizeram, como aquele holandês que deu 2 milhões de luvas para uma casa em Vale de Lobo, com garantias de um banco público, 1 milhão a Armando Vara e outro milhão a uma construtora, que os colocou num paraíso fiscal e agora são imparidades da CGD que infelizmente tomam o nome de recapitalização - onde anda esse holandês, Sr. Embaixador?

Pergunto-me, Sr. Embaixador, para evitar outra guerra mundial, em que mais uma vez, cedo ou tarde, os senhores serão invadidos pela Alemanha, e mantermos todos um nível de civilização e chá, não era de se convidar um estivador para presidir ao Eurogrupo?

Com consideração e respeito
Raquel Varela

Investigadora honorária do IIISH Amsterdam, onde coordena o estudo mundial dos operários navais; co-relatora do projecto Automação nos portos (UNL) para o Sindicato Internacional dos Estivadores (IDC). Investigadora da UNL-Portugal.

Veja: Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem:
«Portugal não gastou quase nada em copos e mulheres»

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«Não há recursos. Mas para as PPP há sempre dinheiro» Paulo Morais

2  ● 19.2.17 2



O Estado irá pagar em 2017 cerca de 2 000 000 000 - Dois Mil milhões de euros em Parcerias Público Privadas ruinosas.
Enquanto isso, as escolas públicas estão sem manutenção, chove no seu interior, como na Alexandre Herculano. Há mais de um milhão de portugueses em situação de desemprego ou subemprego, metade dos cidadãos não conseguem sair da pobreza, há mais de cem mil que recebem, a trabalhar, pouco mais de trezentos euros. Não há recursos para tratar destes dramas. Mas para os concessionários das PPP há sempre dinheiro.

Para garantir rentabilidades anuais superiores a 10% e mais, verdadeiras tenças - os concessionários compram os políticos que for preciso dos vários partidos. Só na maior, na Mota Engil, trabalham Paulo Portas, Jorge Coelho, Valente de Oliveira, Lobo Xavier, Seixas da Costa... que garantem que as forças políticas jamais incomodarão os concessionários das PPP, por muito que seja o prejuízo do Povo Português.

Paulo Morais

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Hernâni Carvalho arrasa Direcção Nacional da PSP

0  ● 18.2.17 0



Armas da polícia encontradas nas mãos de criminosos.
Arsenal desviado de depósito na Direcção Nacional da PSP.


"Se é possível roubar o que quer que seja da direcção nacional da PSP, não há lugar seguro em Portugal. Por muito menos, qualquer comandante punha o lugar à disposição. (...) Temos o país a falar que desapareceram armas... e o director nacional da PSP não diz nada!? Se o director da PSP não fala, falou a ministra da Administração Interna, que deu um 'bigode' ao director da PSP", comentário de Hernâni Carvalho sobre 'armas roubadas da PSP'.

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«Salgado e Sócrates são gémeos no mal» Paulo Morais

0  ● 29.1.17 0



Ricardo Salgado perpetrou em Portugal, com o beneplácito de Sócrates – mas não só – incontáveis moscambilhas. Mas ninguém o belisca. Continua tranquilamente a viver numa casa que já não deveria ser sua, passeia livremente dentro e fora do país. Parece ser intocável.

Salgado e Sócrates: duas faces da mesma moeda?

Ricardo Salgado e José Sócrates são gémeos no mal. Salgado é filho do capital e usou sempre o poder para ganhar mais dinheiro. Por outro lado, Sócrates é filho da política e usou o dinheiro para ganhar mais poder. No final, ambos ganhavam mais poder; e mais dinheiro. Pelo que a investigação das luvas pagas por Salgado a Sócrates, no Processo Marquês, é o corolário lógico de uma longa ligação de cumplicidade.
(...)
No final, seja qual for o veredicto, Sócrates será sempre responsável pelo enorme dano que causou a Portugal. Mas para que seja verdadeiramente feita justiça, é imperioso que RS perca – na sequência deste processo e pela via do confisco de Estado – toda a riqueza que Sócrates lhe deu a ganhar.
Partilho o meu artigo no Jornal i.

Paulo Morais

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